Quebrando o gelo

Bem, por onde começar?

Talvez contando a primeira vez que ouvi sobre RPG (e não, não estou falando de Reeducação Postural Global): Estava eu andando pelas ruas da Tijuca, voltando pra casa depois de algum filme que nem lembro mais o nome, junto com dois amigos, B.B. e Kadão. Sei lá por que também (me dêem um desconto, isso foi a mais de 20 anos atrás!), um de nós falou sobre o filme História Sem Fim. Foi quando o B.B. disparou: “Pô, esse filme é muito a cara de RPG.”, quando prontamente, Kadão concorda. “É mesmo.”.

Lógico que eu na mesma hora perguntei que parangolé seria esse… E os dois começaram a explicar sobre livros, dados de muitas faces, mundos de fantasia, espionagem, e super-heróis. Ambos começaram a narrar uma vez que o B.B. foi o mestre de jogo para o Kadão e outros amigos. Eram super-heróis no RJ no, agora um clássico, DC Heroes da Mayfair.

E lá foi a caminhada da Saens Pena até o Largo da Segunda-feira (Tijucanos entenderão) ouvindo um papo absurdo sobre como fizeram pra achar um supervilão escondido nas praias de Copacabana (dica: pense naquele avião com faixas, passeando pela praia com um xingamento pro dito-cujo), como cada um dos jogadores fez várias ações heroicas, vitórias, derrotas…

Lembro como se fosse hoje de na época pensar:”Isso deve ser o maior caô… Um jogo com tantas regras assim… Impossível! Imagina o tamanho do livro de regras”, mas mesmo sem acreditar eu fui achando fascinante a pequena aventura que tinha ouvido.

Uns dois anos depois, durante o meu terceiro ano do colegial, conheci um sujeito (carinhosamente conhecido por Groo então), que além de me ensinar a matar aula pra esperar a Gibimania abrir, me convidou para jogar pela primeira vez… RPG.

Topei, fui na casa dele em um sábado à tarde, onde conheci o Ximu e o onipresente Nielsen. Eles me explicaram as regras e joguei uma partidinha básica de DC Heroes…

… Quase 25 anos depois, continuo jogando, a maioria dos amigos que fiz nessas partidas segue firme e forte até hoje, e não tenho maneira de expressar o quanto RPG foi significantemente importante para minha vida social.

E esse era justamente o ponto. Nos últimos anos, com casamentos, separações, trabalho, falta de trabalho, estudo, etc, o RPG foi minguando, minguando… Até que sentamos pra conversar alguns dos jogadores e mestres das antigas, e resolvemos criar um “rodízio de  mestres”: A cada quinze dias, iríamos nos reunir, e cada um de nós seria o mestre de uma pequena campanha, geralmente entre cinco e oito encontros, para rolar uns dadinhos, matar as saudades (do jogo, e dos amigos), e rir um cadinho. A ideia colou, e hoje, passados dois anos, virou um hábito o reencontro a cada 2 sábados, para “confusões e altas aventuras, dessa turma do barulho!”.

Daí veio a vontade de compartilhar essas aventuras, ter algum lugar que registre pelo menos as histórias mais engraçadas,  e depois de muita enrolação, botei a mão na massa e criei esse blog, para a gente postar nosso dia a dia de RPG…

…Então, rumo à reunião de 50 anos! 😉

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